Florianópolis – A Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc), o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV/SC) e o Sindicato dos Médicos Veterinários de Santa Catarina (Simvet/SC) uniram forças e publicaram, nesta terça-feira, 30, manifesto pedindo a manutenção dos serviços da Central de Inseminação Artificial (CIA), mais conhecida como Posto Agropecuário de Indaial (PAI), instalada em Indaial.
O PAI terá seus serviços extintos até 31 de dezembro de 2012. A decisão do fechamento é atribuída a mudança na prioridade do governo estadual que reduz o fomento à Reprodução Animal e foca suas ações para a área de Defesa Sanitária Animal (DSA). Segundo o manifesto, a extinção do PAI provoca desestímulo ao produtor catarinense com consequente queda da produção e produtividade de um rebanho, cujo potencial genético será gradual e progressivamente extinto.
“Com a desativação do Posto Agropecuário de Indaial, o produtor rural, as prefeituras e cooperativas ficarão sem o serviço, uma vez que não serão mais realizados cursos em Inseminação Artificial e não será mais oferecido sêmen bovino de qualidade a um preço acessível. Hoje a dose de sêmen comercializado pela Cidasc chega ao agricultor ao preço de R$ 3,50, enquanto que o preço oferecido, pela iniciativa privada varia, na média, em R$ 27,00. Hoje o valor praticado por inseminador particular está em torno de R$ 100,00 por inseminação”, destaca o documento.
O PAI é pioneiro no processo da técnica da inseminação artificial em bovinos, sendo a segunda unidade no Brasil a realizar esse procedimento. Atualmente a técnica de inseminação artificial é um importante serviço prestado pelo poder público em beneficio da agropecuária catarinense. A unidade funciona em uma propriedade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e encontra-se sob a responsabilidade da Cidasc que, há 28 anos, desenvolve um trabalho de melhoramento genético do rebanho bovino catarinense por meio da realização de coleta de sêmen de reprodutores geneticamente escolhidos com aptidões para leite e misto (leite e corte), além de oferecer treinamento na técnica da inseminação artificial.
Nesse período foram coletados e comercializados 1,35 milhão de doses de sêmen e treinados e reciclados mais de 6,5 mil inseminadores e médicos veterinários. Por consequência, a média de litros por vaca saltou de era de 3,47 litros/vaca para 12,74 litros/vaca, sendo que, o Oeste catarinense, onde concentra-se esta produção, é também a região na qual encontra-se a maior bacia leiteira de SC e a 5ª maior do país. Nessa área a média de produção está acima dos 29 litros/vaca.
O documento completo, assinado pelas três entidades, pode ser conferido clicando aqui.
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Entidades de medicina veterinária unem-se pela manutenção do PAI
30/10/2012
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