30 de outubro de 2012

Vamos salvar o patrimônio do produtor catarinense

Patrimônio de Santa Catarina, a Central de Inseminação Artificial (CIA), instalada em Indaial é pioneira no processo da técnica da inseminação artificial em bovinos. Esta atividade iniciou-se quando o técnico inglês Christofer Polge realizou, em 1952, o primeiro curso de congelamento de sêmen bovino, sendo que Indaial foi a segunda unidade no Brasil a realizar esse procedimento. Atualmente a técnica de inseminação artificial é um importante serviço prestado pelo poder público em beneficio da agropecuária catarinense.

A CIA – Central de Inseminação Artificial, mais conhecida como PAI (Posto Agropecuário de Indaial) – usa como base física a propriedade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e encontra-se atualmente sob a responsabilidade da Cidasc sendo que, há 28 anos, desenvolve um trabalho de melhoramento genético do rebanho bovino catarinense, através da realização de coleta de sêmen de reprodutores geneticamente escolhidos com aptidões para leite e misto (leite e corte), além de oferecer treinamento na técnica da inseminação artificial.

No período em que a Cidasc esta à frente deste trabalho, já foram coletados e comercializados 1.350.000 doses de sêmen e treinados e reciclados mais de 6.500 inseminadores e médicos veterinários.

Em 1984, quando a Cidasc iniciou este trabalho de fomento, a média de litros por vaca era de 3,47 litros/vaca. Hoje está em torno de 12,74 litros/vaca, sendo que, o Oeste catarinense, onde se concentra esta produção, é também a região na qual se encontra a maior bacia leiteira de SC e a 5ª maior do país. A média de produção está acima dos 29 litros/vaca. Tais resultados são consequência direta do trabalho desenvolvido principalmente na melhoria genética do rebanho e também do treinamento das novas técnicas em reprodução animal. Trabalho este realizado pelos médicos veterinários da Cidasc do Posto Agropecuário de Indaial.

Contudo, apesar de tais resultados, a unidade de Indaial, e o excelente serviço por ela prestado à agropecuária catarinense e, por extensão, à economia de SC, deverão ser extintos, até o dia 31 de dezembro de 2012. Tal decisão deve-se ao fato de não ser mais prioridade do governo estadual o fomento à Reprodução Animal. O foco hoje esta voltado para a Defesa Sanitária Animal (DSA). Claro, ninguém duvida. É um serviço relevante, este, o da Defesa Sanitária. Mas o que vai defender a DSA se, com a extinção da CIA de Indaial, provoca-se o desestímulo do produtor catarinense em consequência da queda da produção e produtividade de um rebanho, cujo potencial genético será gradual e progressivamente extinto?

Com a desativação do Posto Agropecuário de Indaial, o produtor rural, as prefeituras e cooperativas ficarão sem o serviço, uma vez que não serão mais realizados cursos em Inseminação Artificial e não será mais oferecido sêmen bovino de qualidade a um preço acessível. Hoje a dose de sêmen comercializado pela Cidasc chega ao agricultor ao preço de R$ 3,50 (três reais e cinquenta centavos), enquanto que o preço oferecido, pela iniciativa privada varia, na média, em R$ 27,00 (vinte e sete reais). Hoje o valor praticado por inseminador particular está em torno de R$ 100,00 (cem reais), por inseminação, isso dependendo da distância da propriedade.

Com a desativação do CIA, por determinação do governo estadual, o nosso produtor terá que procurar este serviço em outros estados o que, além de acarretar despesas maiores, não irá garantir qualidade de treinamento, uma vez que, o curso, atualmente oferecido no PAI, não encontra igual em todo o Brasil. Isto tanto é verdade que, ultimamente, o PAI tem recebido produtores de vários  regiões do país em busca deste treinamento.

No PAI de Indaial, os cursos são ministrados exclusivamente por uma equipe de médicos veterinários e tem duração de uma semana.  Incluem aulas teóricas e práticas de manipulação de botijões e de sêmen, a técnica da inseminação artificial, além de noções de melhoramento genético, raças e linhagens, sanidade animal e implantação de Programas de Inseminação Artificial em propriedades e em comunidades. Durante a realização destes cursos, são oferecidos alojamento, refeitório, material didático (Manual do Inseminador) e material para treinamentos práticos, uma vez que o PAI dispõe de um rebanho de 100 matrizes exclusivamente destinado aos treinamentos.

Em recente reportagem realizada pela revista GLOBO RURAL- edição nº 321 – com título “Deu vaca na terra do porco”, o oeste de Santa Catarina, um tradicional polo produtor de aves e suínos, vem se destacando na produção de leite, pois a maioria dos agricultores está migrando para atividade leiteira. É que, nesta atividade – produção de leite –  o produtor obtém uma fonte de renda mais segura e garantida. Com o leite, ele recebe o pagamento mensal, enquanto que nas outras atividades só receberá ao final do contrato, quando da entrega das aves ou suínos. Isto se o setor não entrar em crise, ficando totalmente à mercê dos humores do mercado e das ocorrências climáticas que transtornam a produção e o preço dos insumos.

Com a notícia do iminente fechamento da CIA de Indaial, uma grande perplexidade tomou e toma conta de todos aqueles que trabalham, utilizam ou, simplesmente conhecem a excelência de suas atividades.

Realmente, não dá para entender a decisão de extinguir tal serviço em um estado que está livre de Febre Aftosa sem vacinação, condição que impede a entrada de animais vivos de outros estados. Ou seja, impede a entrada de reprodutores e matrizes. Portanto, a reprodução que vise a melhoria genética do rebanho bovino catarinense é feita somente através do transplante de embriões, da inseminação artificial ou com touros oriundo dessas praticas, sendo que o treinamento de inseminadores e técnicos para a difusão deste serviço é realizado através da CIA de Indaial.

Além disso, os produtores catarinenses fazem comodato de reprodutores com a CIA, a fim de coletar sêmen e, assim, melhorar o seu rebanho e o excedente são comercializados com outros produtores interessados.

Embora desenvolva uma atividade de fomento, a CIA de Indaial sempre foi auto-suficiente, em recursos financeiros.  Sempre apresentou receita superior às suas despesas, fato que esvazia o argumento usado pelo Excelentíssimo Senhor Governador do Estado, Raimundo Colombo, ao determinar seu fechamento.

Surpresa também manifestada pelo Dr. Sergio José da Silveira Responsável Técnico Área de Material Genético da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura em ofício dirigido ao Ilmo Sr. Enori Barbieri em 14.08.2012, onde sita no primeiro parágrafo a sua surpresa na intenção da administração da Cidasc de extinguir o Centro de Coleta e processamento de sêmen Bovino de Indaial sob alegação prejuízos financeiros e ou contenção de gastos (anexo ofício).

POSTO AGROPECUÁRIO DE INDAIAL

DEMONSTRATIVO DE RECEITAS E DESPESAS

   
   
Período

2012

2011

2010

2009

2008

2007

Receita

162529,88

224144,06

498044,59

341144,49

319177,87

336820,41

             
Despesas

85.423,25

430.931,30

269.136,29

228.895,78

256.664,95

301.658,14

             
Resultado (R-D)

77.106,63

206.787,24

228.908,30

112.248,71

62.512,92

35.162,27

*** O resultado (-) no ano de 2011, deve-se ao fato da compra de vacas ocorrido neste período, e também ao fato de os animais (vacas) terem adoecidos, impossibilitando a realização de cursos de Inseminação Artificial gerando assim uma menor receita.
             

Como e por que extinguir, assim, do nada, um difusor de tecnologia e um excepcional centro de treinamento, cujas instalações disponíveis e corpo funcional estão em plena atividade? Como é possível por fim a um trabalho de tal relevância?

Que insensibilidade administrativa é esta que ignora a importância de se manter serviços e produtos que atendam ao pequeno produtor rural. Este mesmo produtor cujo trabalho atende demandas tão necessárias quanto a da merenda escolar.

Que insensibilidade administrativa é esta que não avalia todas as consequências de tal decisão? Uma delas, sem dúvida, será o aumento da evasão de jovens do meio rural para as cidades, fenômeno social que já é preocupante, uma vez que se fecha a única Central Inseminação Artificial do Estado. Uma vez que se fecha uma geradora de oportunidades e empregos ao jovens, filhos dos pequenos  produtores rurais.

Que insensibilidade administrativa é esta que, com pretensão de eficiência, dizendo agir em benefício do Estado, desatende as prefeituras municipais, cooperativas e outras organizações que possuindo o serviço de inseminação, procuram  os da CIA de Indaial  para o treinamento de pessoal e distribuição de sêmen, nitrogênio, luvas e outros materiais necessários.

Não. Realmente não dá para aceitar a extinção de um serviço de excelente qualidade e de alta importância para o setor agropecuário catarinense. Para a sociedade catarinense.

Apelamos ao Excelentíssimo Governador do Estado e ao Secretário da Agricultura e ao Superintendente do MAPA em SC, que, em vez de desativar a CIA, venham fortalecer os serviços de Reprodução de Bovinos de leite e corte, e que a Central continue prestando serviços e dando amparo técnico ao sofrido pequeno produtor rural que tem lutado, praticamente sozinho, para sobreviver às intempéries de todo o tipo, pois quando não é o clima, é o valor pago pelo Kg do frango e do suíno, com suas oscilações cíclicas, ou o preço da carne e do leite.

Nesse âmbito de produção de carne e leite, são milhares de toneladas de carne bovina a entrar no Estado, praticamente sem pagar ICMS, concorrendo, portanto, com a nossa produção que, não sendo suficiente para atender nossa demanda, apanha duas vezes. E a produção de leite também apresenta graves problemas de comercialização com outros Estados.

Temos absoluta convicção que, uma estratégia correta para o setor agropecuário de Santa Catarina não deve priorizar apenas os produtos a serem  exportados (frango e suínos), mas  também incentivar a produção que atende ao mercado interno. Incentivar e oferecer condições para a melhoria e aumento da produção que alimenta o povo catarinense (leite e carne bovina) a fim de que dela resulte um produto de qualidade e com absoluta segurança alimentar. Portanto, tal estratégia não deve contemplar ações como a que determina o fechamento da CIA de Indaial.

Florianópolis, 30 de outubro de 2012.

Paulo Roberto Costa Leite Garcia  –  Presidente da SOMEVESC

 

Moacir Tonet  – Presidente do CRMV/SC

 

Geraldo Bach – Presidente do SIMVET

8 Comentários

nelson sell duarte

1 de novembro de 2012 at 19:21

Inacreditável o que se lê acima, uma unidade autosuficiente, de relevância para a agropecuária Catarinense (melhoria genética dos nossos rebanhos com menores custos, entre outros), para a formação técnica de inseminadores e Médicos Veterinários e para a manutenção do homem no campo, ser extinta pelo Governo do Estado de SC.
Impossível que esta iniciativa tenha partido do nosso Governador Raimundo Colombo, pecuarista lageano com grande amor pelo campo e pelas tradições da economia da Serra Catarinense e de todo o Estado.
Parabéns pela iniciativa dos Órgãos de Classe Médico Veterinária, pela defesa dos interesses do produtor catarinense e das nossas atividades profissionais. Que este movimento tenha apoio dos produtores rurais, dos sindicatos rurais, das associações de produtores das variadas raças, das prefeituras municipais, dos profissionais Médicos Veterinários, da classe política, entre outros.
Nelson Sell Duarte
Méd. Veterinário
CRMV-SC, Nº 0145

nelson sell duarte

1 de novembro de 2012 at 20:32

Ainda inacreditável quanto a decisão de fechar ou inativar a Central de Inseminação de Indaial, quando temos as duas empresas da Secretaria da Agricultura comandadas por dois Médicos Veterinárias e com o Secretário da Agricultura dirigida por pessoa ligada a região maior produtora agropecuária do Estado. Sugiro ainda, uma abaixo assinado via site, de um dos órgãos de Classe, para que Médicos Veterinários e interessados, ou mesmo aqueles que tem preocupação e defendem a agropecuária catarinense, possam assinar, solicitando ao Senhor Governador a reversão da infeliz decisão.
Nelson Sell Duarte
Méd. Veterinário
CRMV-SC, Nº 0145

JOAQUIM MAGNO DOS SANTOS

1 de novembro de 2012 at 22:01

Fiquei perplexo com a notícia da desativação da Central de Indaial. A(s) pessoa(s)que tomaram a infeliz decisão, além de não atentatarem para o papel histórico que Central desempenhou e desempenha na formção de milhares de inseminadores, talvez os melhores do Brasil e na capacitação de Médicos Veterinários na área de Reprodução, Obstetrícia e Melhoramento Animal,dão uma demostração da falta de comprometimento com as estruturas que prestam algum tipo de serviço ao produtor e a agropecuária catarinense num momento em que a bovinocultura de leite demostra sua pujança e a de corte precisando de melhoramento genético, pois somos importadores de carne.
A(s) pessoa(s) que tomaram a lamentável decisãao devem ser identificadas, divulgadas e consideradas inimigos da Classe Veterinária .
Só espero que as entidades representativas dos produtores rurais catarinentes que podem exercer maior poder de pressão também se manifestem, para não chorarem daqui a pouco a perda de uma estrutura que prestou e presta grande serviço a pecuária de Santa Catarina.
Só quero lembrar aos tomadores de decisão ou gestores, como queiram, que a atividade pecuária não se resume simplesmente a Defesa Sanitária, outras atividades como o Melhoramento Genético que é o que a Central de Indaial sempre fez desde sua implantação na década de 50.
Parece que os exemplos bem sucedidos tanto aqui no Brasil como nos Países de pecuária avançada, não valem nestes momentos.
Minha homenagem e gratidão a todos os colegas e funcionários que dedicaram suas vidas ou colaboraram de alguma forma com seu trabalho a nossa querida Central de Indaial.
P.S. O saudoso Assis Roberto De Bem deve estar se revirando no túmulo, pois tinha tinha um ambicioso projeto para Central.
Joaquim Magno dos Santos
CRMV SC 0574

Sergio José da Silveira

5 de novembro de 2012 at 17:57

Correspondência enviada nesta data ao Presidente da CIDASC e outros dignatários.

São José/SC, 14 de agosto de 2012.

A: Ilmo. Sr. ENORI BARBIERI
MD. Presidente Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina
CIDASC

Assunto: Centro de Coleta e Processamento de Sêmen Bovino de Indaial-SC

Sr. Presidente,

Com surpresa recebi a notícia da intenção da Administração da CIDASC de extinguir o Centro de Coleta e Processamento de Sêmen Bovino de Indaial sob a alegação de prejuízos financeiros e/ou contenção de gastos. Nesse sentido, e por considerar que citada Unidade é uma referência para a pecuária catarinense, respeitosamente, peço-lhe licença para transmitir algumas considerações pessoais.

Acompanho os trabalhos da central desde 1989. Concedi o Registro e fiscalizo os trabalhos que envolvem Material Genético com regular periodicidade.

Foram executadas, inicialmente, duas auditorias, cumprindo o ciclo de auditorias em CCPS bovinos programado pela DMG/DFIP/MAPA. A primeira objetivando analisar a situação da Central, o que resultou na recomendação de alguns ajustes. Na segunda oportunidade foi constatado a correta execução das recomendações anteriormente feitas.

Aconteceu uma terceira auditoria no final do ano passado (26/10/2011) para atender denúncia da Associação Brasileira de Criadores de Jersey. Os auditores comprovaram, mais uma vez, a lisura dos trabalhos ali realizados e a competência do corpo técnico e administrativo. O Diretor Técnico desta instituição esteve presente na reunião inicial que precede os trabalhos de auditoria.

A suspensão dos trabalhos deste CCPS deixará o pecuarista catarinense sem apoio no que concerne a melhoria de seu plantel com sêmen de qualidade processado a partir da coleta de touros de genealogia superior. Em seus piquetes temos, hoje, touros Crioulo Lageano (os primeiros a darem entrada no posto) e touros de autoridades do Governo Catarinense (incluindo reprodutor pertencente ao Governador).

O CCPS oferece, ainda, a MELHOR ESCOLA DE INSEMINADORES DO PAIS (recebendo, inclusive, técnicos de outros países). Os dormitórios foram reformados para receber os dois sexos, o material didático usado nas aulas teóricas é de qualidade superior, as vacas para as aulas práticas apresentam um estado físico excelente. Ouso afirmar que é o único curso que oferece uma vaca para cada aluno.

Recomendo que seja feita uma avaliação técnica isenta e profissional alicerçada na ética e na honestidade de homens que pensam no progresso da pecuária catarinense e na formação de técnicos hábeis na execução da inseminação artificial.

A área onde está localizada a Central é cobiçada pelos “construtores de loteamentos” e por entidades “ansiosas” por se apropriarem do que já está feito e para isto lançando mão de expedientes escusos.

Encerrando este, apelo a consciência de quem dirá a palavra final sobre o destino da Central e apresento a Prova Quádrupla que os rotarianos aplicam antes de uma decisão importante:
É a VERDADE?
É JUSTO para todos os interessados?
Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES?
Será BENÉFICO para todos os interessados?

Atenciosamente,

Sergio José da Silveira
Fiscal Federal Agropecuário
Responsável Técnico Área de Material Genético
Superintendência Federal de Agricultura em Santa Catarina

Edison Martins

6 de novembro de 2012 at 23:37

Ao ficarmos sabendo da intenção do governo do estado em encerrar os trabalhos do Centro de Coleta e Processamento de Sêmen de Indaial, e na condição de usuário dos serviços daquele centro, sendo também membro da diretoria da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Crioula Lageana – ABCCL,levamos o assunto ao nosso presidente, que prontamente determinou a elaboração de documento com as manifestações de preocupação, oferecendo sugestões para a incorporação de atividades complementares àquele centro e um apelo ao governo do estado para a manutenção daquela unidade da Cidasc.
Desta forma, em 15 de agosto do corrente ano, foi enviado ao senhor Secretário de Estado da agricultura e da Pesca um expediente, com cópia para vários dirigentes públicos do Estado de Santa Catarina e ao Superintendente do MAPA em Santa Catarina, com as ponderações acima citadas.
Esperamos que o governo seja sencível aos pleitos dos produtores e não permita o encerramento das atividades da Central de Indaial.

Edison Martins
Médico Veterinário, M.Sc., D.Sc.
CRMV-SC 0449
Fazenda Bom Jesus do Herval – BJH
martins@fazendabjh.com

nelson sell duarte

9 de novembro de 2012 at 10:52

Caro Amigo Dr. Edson Martins, sugiro que a correspondência da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Crioula Lageana seja encaminhada também ao Senhor Governador, nosso amigo Serrano, Lageano de nascimento e coração, e que como produtor e usuário da Central, não se furtará em tomar as decisões justas em benefício do produtor, ou seja a manutenção da Central.
Conclamo os demais Presidentes de Associações de Criadores das variadas raças em SC, a se manifestarem a exemplo da Raça Crioula Lageana. Igualmente os Sindicatos Rurais, Prefeituras Municipais do Estado e as Faculdades de Medicina Veterinária, entre outras. Insisto também num abaixo assinado pelos Médicos Veterinários e amigos da Classe, dirigido ao Senhor Governador, via internet.

Leandro dos Santos

10 de novembro de 2012 at 8:27

Não espere muito por nosso “amigo” lageano ehehe
Ele precisa pagar umas contas, então está reduzindo as despesas hehe.
Se em 2 anos ele não fizer, não faz mais. Nosso governardor não se elege mais pra nada. Perdeu em Lages com a máquina na mão. É porque o povo já viu como ele é. Sé faz com aquela cara e voz de padre mas na verdade é um bixo ruim.

milton da silva nemecek

11 de novembro de 2012 at 9:32

PAI um palavra que encerra grandiosidade e exemplo e por esta razão adotamos como identificador de nossa unidade Posto Agropecuario de Indaial e assim ficou conhecido em todo o estado desta forma carinhosa, lamentamos profundamente a decisão politica do encerramneto de suas atividades, mais uma vez vinvenciamos a politica imperando sobre a tecnica,concordo e reforço o manifesto e comentarios fui personagem e fiz parte desta historia pois tive a honra de dirigir esta unidade por 27 anos, e sei quantas dificuldades superamos junto com muitos dedicados colegas e fizemos daquela unidade referencia na area de treinamentos em reprodução bem como em produção de semen e transferencia de embrião, prestamos relevantes serviços ao criador catarinense e brasileiro , interferindo no mercado de semen servindo como moderador de preços, atendendo criadores de genetica de ponta com coleta de reprodutores comprovadamente melhoradores.Cabe neste momento algumas perguntas aos tomadores de decisões:
1-Quem fara o treinameto de inseminadores para uma demanda cada vez maior da adoção da Inseminaçõ Artificial nas propriedades principalmente de atividade leiteira?
2-Qual o destino de reprodutores oriundos de propiedades com alto investimento em material genetico, que atendem programas de reproduçao de embasamento genetico?
3-Quem dara suporte aos insumos de processo de inseminação?
4-Quem assumirá ônus dessa decisão.

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