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Excesso de mimos é prejudicial aos pets

Cachorros e gatos estão cada vez mais inseridos no dia a dia das famílias, vivendo em ambientes fechados e com hábitos que podem trazer problemas de saúde. De acordo com Marconi Rodrigues de Farias, médico veterinário e professor da PUCPR, os pets acabam desenvolvendo algumas doenças por conta do processo de domesticação e “humanização”. “Os cachorros saem da função de vigia e entram, cada vez mais dentro das casas e com pouco acesso a ambientes ventilados e externos. Em muitos casos, são alimentados de modo inadequado pelos seus donos”, salienta. “Os gatos eram mais livres, com acesso à rua. Agora são castrados precocemente e levam uma vida mais sedentária. Com isso, desenvolvem problemas de sobrepeso, obesidade e doenças alérgicas respiratórias. Quando mais velhos, assim como o ser humano, estão mais propensos a complicações cardiovasculares e endocrinometabólicos”, acrescenta o professor. Alergias são um dos problemas mais comuns da domesticação dos bichos. Exposição a ácaro, contato com produtos de limpeza e roupas de lã são alguns dos motivos que provocam alergias nos bichinhos de estimação. “Os cães costumam desenvolver mais as doenças de pele e, nos gatos, as complicações aparecem mais nas vias aéreas, como a bronquite crônica e asmática e a rinossinusite”, explica o médico veterinário. Segundo o professor Marconi, algumas raças de cães são mais propensas às alergias, por terem uma diminuição da barreira da pele (camada para a proteção do corpo). “Nos casos de doenças por fatores genéticos, essas raças têm mais dificuldade para reagir ao contato com os artrópodes (aranhas, ácaros e formigas), aos agentes alimentares, aos ambientais, como a exposição frequente aos ácaros por estarem muito tempo dentro de casa, e aos irritantes primários, contato contínuo com produtos a exemplo detergente e cera, carpetes, roupas de lã e materiais sintéticos”, esclarece. “Os animais que já têm uma pele mais sensível e são submetidos frequentemente à banhos com produtos não específicos, como cosméticos, talcos e perfumes, podem ter reações alérgicas e coceiras”, alerta. Dicas de cuidados Para que a domesticação seja menos nociva aos pets, o professor Marconi dá algumas dicas de como cuidar dos bichinhos: – Manter a pele limpa: a limpeza previne as infecções bacteriana e por fungos e facilita o seu controle, caso já existam. Manter a pele limpa ainda evita carrapatos e pulgas. – Banhos na medida certa: devem ser dados de acordo com a necessidade do animal, os que se sujam mais, precisam de banhos mais frequentes. O mais indicado é uma vez por semana. A água deve ser morna. Apenas massagear e evitar excesso de fricção. Usar xampus com pouco sal e notar que alguns deles já são hidratantes. Para banhos semanais, o indicado é que seja feito por profissional de estética e em ambiente apropriado. – Evitar o uso de cométicos: perfumes e talcos podem causar irritações e inflamações. – Manter a pele e pelos hidratados: recomenda-se utilizar xampus e condicionadores específicos para a hidratação da pele e pelagem. Alguns produtos são agressivos e causam ressecamento e até a queda da pelagem. Esses produtos podem também provocar coceiras e a escamação da pele. – Uso do secador: o ar não deve ser muito quente e também é importante não deixar que entre em contato direto com a pele, pois pode ressecar e até causar queimaduras. O correto é manter o secador afastado dos pelos, não concentrar o ar em uma só área e não direcionar para os olhos. – Cuidado ao higienizar as orelhas: os pelos das orelhas devem ser apenas aparados e não podem ser puxados. A limpeza deve ser feita apenas nas dobras, na parte externa e nunca dentro. – Pets se alimentam de modo diferente dos humanos: uma alimentação saudável para os animais é evitar pães, leite, iogurte e que seja amplamente protéica. – Atenção às coceiras: caso as coceiras e lambidas na pele se tornem frequentes, é necessário levar o bichinho a um médico veterinário para verificar o motivo das reações e indicar o tratamento adequado. – Cuidado com o uso de roupas: animais têm pelos que ajudam a manter uma proteção para temperaturas mais baixas. Para os animais que têm uma cobertura menos densa de pelos (como ocorre nos geriátricos), é possível oferecer uma proteção a mais contra o frio. Nesses casos, preferir tecidos de algodão e evitar lã e materiais sintéticos. – Escovar os pelos: a escovação regular remove a pelagem envelhecida e abre espaço para nascer os novos.   A informação é do portal Paranashop.

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