O cachorro começa a se perder na casa, urina fora do lugar onde foi ensinado ou dorme muito durante o dia. Com esses sinais, muitos donos concluem que o seu bicho está apenas velhinho.
Um estudo da Unesp de Botucatu, porém, alerta que sinais como perda de memória podem ser resultado não somente da idade, mas de doenças neurológicas em um animal idoso.
A pesquisa quer encontrar sinais de doenças conhecidas entre humanos: a demência ou mal de Alzheimer canino.
O estudo de mestrado de Marta Thomas Heckler analisou sete dos principais testes cognitivos com cães descritos na literatura.
Destes, escolheu um e o adaptou em um modelo mais simples. A ideia é que o veterinário consiga aplicar o teste com o cão adulto em seu próprio consultório.
Pelo modelo selecionado, de canadenses, o animal era colocado em uma jaula e exposto a dois objetos.
Um deles escondia um petisco. Ao longo de 22 dias, com dez tentativas diárias repetidas, o cão precisava achar, empurrando com o focinho, onde estava o petisco. Se errasse por mais desse período, havia indício de falha na capacidade cognitiva.
O estudo da Unesp simplificou o modelo. O cão fica solto, observado pelo veterinário atrás de uma cortina. Pelos testes com animais adultos, bastou cinco dias, com dez tentativas cada, como um limite para já demonstrar indícios de perda de memória.
"Hoje o veterinário só conta com as informações do dono e do que ele observa do animal na hora da consulta. O teste pode ser um indício para ele pedir exames mais detalhados", disse o docente Rogério Martins Amorim, orientador da pesquisa.
O próximo passo é utilizar mais cães para validar o teste --foram 15 adultos testados, com idades entre quatro e seis anos.
A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
Nossas Notícias
Estudo propõe teste para Alzheimer canino
28/08/2012
Comentários