21 de julho de 2015

Penfigo foliáceo canino, por Eduardo Ghihhi, médico veterinário

O pênfigo foliáceo é a mais comum das doenças de pele autoimunes em cães e gatos. Os sinais clínicos são pústulas, erosões e crostas. A doença caracteriza-se pela produção de auto-anticorpos contra um componente de adesão nos ceratinócitos. Formam-se pústulas estéreis (sem infecção) que se rompem, resultando na formação excessiva de crostas nas áreas afetadas que se iniciam normalmente pela face tornando-se generalizadas.

O pênfigo também é classicamente conhecido como doença de Cazinave, sendo considerada a doença mais comum do complexo pênfigo. O diagnóstico é realizado pela biópsia cutânea e exame histopatológico. O tratamento baseia-se no uso de corticosteroides associados a imunomoduladores como a azatioprina.

O uso de antibióticos deve ser considerado somente quando há infecções secundárias. Terapias com shampoo hidratantes podem ser benéficas. Ácidos graxos poli-insaturados como ômegas 3 e 6 auxiliam na recuperação. O acompanhamento do paciente deve ser frequente com exames hematológicos e bioquímicos. O prognóstico é reservado a favorável na maioria dos casos.

A foto abaixo mostra o paciente canino, fêmea, 3 anos de idade, raça Shitzu, após 3 meses de tratamento.

EDUARDO GHIGGI é Médico Veterinário graduado pela UDESC, Especialização em Dermatologia pelo Instituto Qualittas, Filiado a SBDV, Mestrando em Ciências Veterinárias pela UFRGS.

Deixar um Comentário

     


Nota: A moderação de comentários pode estar ativa, então não há necessidade de re-enviar o seu comentário.