2 de abril de 2012

Mudanças, já! Por Paulo Roberto Costa Leite Garcia

Comemorando o Dia do Trabalhador, e retomando nosso contato por meio dessa newsletter, gostaríamos de propor mais do que reflexões. Em nossa profissão, há uma invasão eminente de profissionais que se acham no direito de atropelar nosso currículo. O que fazemos? Até o momento, muito pouco. Conhecem a razão disso? Somos passivos demais. Estamos desorganizados e acomodados.

Temos os órgãos de classe, como a Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária de Santa Catarina, que eu represento. É um órgão sem fins lucrativos que suou a camisa para poder sobreviver com uma autogestão financeira e com seus núcleos regionais que funcionam mal.

Além dele temos o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina, uma entidade que fiscaliza a profissão com base na lei 5.517. Também temos as cooperativas de trabalho médico veterinário, como a Unimev que representa uma alternativa de emprego. Temos, ainda, o Sindicato dos Médicos Veterinários que atua na defesa do sindicalizado com carteira assinada. A Associação Nacional dos Clínicos de Pequenos Animais (Anclivepa), que trata de um dos nichos de mercado.

E temos as entidades maiores como o Conselho Federal de Medicina Veterinária, que fiscaliza a profissão; a Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, que desempenha papel social, cientifico e cultural; a Federação Nacional dos Médicos Veterinários (Fenamev) que atua na área do trabalho. Várias entidades. Nenhuma que tenha em seu programa a defesa da categoria.

Outras profissões, muito próximas a nossa, inclusive, conseguem inserção na comunidade e participação em conselhos comunitários. Assim, como recebem informação de estratégias de domínio, conquistam cargos de vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores, ministros e todo o tipo de funções de influência que existem. Nós, por outro lado, “chupamos o dedo”.

Quando cheguei em Santa Catarina para trabalhar na secretaria da agricultura após um concurso público, com 22 anos, não sabia nada disso e ninguém me falou a respeito. Aprendi “no tranco”. Infelizmente meu tempo passou. Usei o que aprendi para salvar a Somevesc que, sem recursos financeiros, ninguém queria.

Meu apelo, nesse caso, é dirigido a todos os jovens médicos veterinários. Nossa arrancada depende de vocês. A Somevesc dispõe de uma sede, no Itacorubi, mas ela está oca. E não me refiro a mobiliário. Entidades de classe são feitas de gente. Portanto, a primeira coisa a fazer é iniciar o fortalecimento dos núcleos dos médicos veterinários.

Toda a faculdade de veterinária deveria apoiar um núcleo regional. Ali é o fórum adequado de reivindicações. É o local para o nascimento de vereadores veterinários ou prefeitos. Quem sabe, na próxima eleição de 2014, um deputado.

É assim que teremos força na comunidade para nos inserirmos e podermos, também, comandarmos para que mais ninguém “cisque” em nossa área. Sem soldados não ganhamos a guerra. “Andorinha solitárias” nas presidências de nossas entidades não irão resolver nossos problemas. É com poder político que teremos melhores possibilidades.

1 Comentário

nelson sell duarte

5 de maio de 2012 at 21:28

É isso aí meu amigo, direto na ferida como dizem as pessoas simples e que agem com objetividade. Ao invés de dividir temos que somar.
Abraço.
Nelson

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